Encontros e Despedidas

Théodore Chassériau – Macbeth e as três bruxas -1885
Musée d’Orsay – Paris

 

“No ar; e tudo quanto nos parecia ser corpóreo se fundiu como ao vento nosso anélito. Oh! se tivessem demorado um pouco!” (Macbeth – WS)

 

Hoje estava a pensar sobre este blog, qual valor real tem para mim? Sinto que a vontade publicar se acabou, pelo menos de tornar público, ser lido, comentado. Definitivamente fui convencido da pobreza do traço, não adianta mais lutar contra aquilo que nunca seremos, foi bom enquanto durou. A longa produtividade, quer dizer, a profusão de ideias, foi vencida pela forma, pela língua, pelo código. A confusão mental, o ritmo se foi, nem a vontade sobrou.

Lentamente, vou me esforçar para corrigir e modificar os textos, aqui publicados, perto dos 850 artigos, perdidos em categorias e Tags. Portanto, não se surpreenda se achar que já leu algum texto, tenha certeza que sim, pode ser que seja repetido, pelo menos reformado e acrescido de palavras esquecidas, com novas informações, sem trair os originais. Pode ser que sejam republicados, ou não, vai depender de minha coragem e força. Também não apagarei nenhum texto, são parte dos meus erros e acertos, cada um vai julgar segundo seus valores.

Só irei publicar material inédito, quando tiver alguma energia nova e achar que deva, pode ser que seja diário, semanal, quinzenal, mas sempre submetido ao de que goste, até a música de sexta manterei talvez o link, uma chamada, sem compromisso de escrever mais do que umas três ou quatro palavras. Apenas por muita teimosia minha, isto seguiu, sendo bastante franco, seria mais simples apagar tudo, esquecer e sumir como tinha vindo, assim como as bruxas de Macbeth.

Enfim, o blog como era, acabou. Renascerá em outros termos. Obrigado.

5 thoughts on “Encontros e Despedidas”

  1. Coragem é um de seus traços principais. De manter um blog pessoal com esse ritmo de postagens quase alucinante. De enfrentar o desafio de interpretar os fatos históricos no olho do furacão. De assumir a ferramenta marxista para além dos “cânones” de uma esquerda envelhecida. E, por fim, a sabedoria de reconhecer a hora de mudar, para avançar.

    Foi, e continuará a ser, um privilégio acompanhá-lo por aqui. Abraço fraterno!

    cid cancer – mogi das cruzes/sp

  2. Acho que deve ser muito difícil essa “parada” mas, compreendo perfeitamente sua opção.Parar é necessário para uma avaliação e, lógico,para um recomeçar ainda.melhor.Vai fazer muita falta sua avaliação/interpretação com viés marxista que tanto me ajuda a entender o momento atual. .Continuarei por aqui,
    Prefiro dizer… Até breve, amigo.
    Abraços
    ´

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