DataFalha e a Insegurança dos Resultados.

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Jogo bruto do Kapital
Jogo bruto do Kapital

Mais uma pesquisa do DataFalha, mais uma semana de tensão entre os simpatizantes do projeto do PT, mais uma semana de ampla expectativas das “oposições”, bem parece que a “montanha pariu um rato”, será difícil o instituto paulista, reconhecidamente mais ligado aos tucanos, explicar como Dilma caiu 6% ( ou 13,6% do seu total, entre uma pesquisa e outra, de 44% para 38%), entretanto os adversários principais, Aécio e Dudu Campos(o Collor 2) subiram de 25% para 26%, 1% ou mais 4% do total. Para onde foram os 5% ( 11,2% totais) de Dilma?

Quinze dias atrás escrevi um post sobre as pesquisas e suas manipulações conforme o gosto do freguês (Pesquisas Eleitorais – Um longo Caminho em 2014) em que apontava meu sentimento sobre o significado destas sondagens, sem menosprezar o valor de cada pesquisa ou suas metodologias, assim escrevi que “As pesquisas eleitorais, principalmente estas ainda longe do pleito, não devem ser levadas tão à sério, a ponto de nos desmobilizar. Elas refletem o acumulado nos últimos 11 anos, mas não passa de uma fotografia, boa para nós. As comemorações não devem passar de um dia, pois amanhã estarão esquecidas. Sou sempre cético em todas as enquetes, não importando qual instituto, a metodologia ou amostragem, portanto vi apenas como normal. Tem um longo caminho a percorrer, pois, nos parece, que será a mais terrível campanha, desde aquela de 2002, onde o terror foi ao extremo”.

E por fim alertei, no mesmo artigo, que “Seria de bom tom, então, que cada um de nós esqueçamos os números do IBOPE, DataFalha, pois a batalha será selvagem, eles aprenderam a manipular nas redes sociais, inclusive contando com a vacilação do ativismo digital, que não consegue perceber o mal que está por vir. Cabe a nós, velhos militantes, manter o debate e apontar os caminhos que segue a luta de classes”. A recente pesquisa do DataFalha, agora, apenas confirma aquilo que penso, não nos impressionemos nem com o Mais, muito menos ainda com o Menos.

O foco do jogo não está nos números, mas sim na tentativa sórdida de reversão das expectativas, aqui é que reside o centro da nossa militância, combater dia a dia o clima de pessimismo artificial que a mídia e a oposição tenta criar. A respeito disto, também escrevi ontem, neste blog, o artigo Abaixo o Pessimismo!, em que deixo muito claro que há uma orquestração extremamente articulada e sofisticada para que o país vire um CAOS e um ódio generalizado contra o Brasil, seu governo e todo e qualquer que defenda os últimos 11 anos. Parece loucura, um contrassenso, que o Brasil  resistiu bravamente a maior crise do Kapital desde 1929, agora joguemos tudo fora como se nada tivesse acontecido.

Repetindo o artigo de ontem: “A tática do “mar de lamas” tão bem usada no passado parece que voltou com força total, até as pessoas mais equilibradas se deixam contaminar com este vale tudo. Incrível que hoje virou um discurso de que nada presta e que tudo no Brasil é uma droga e que as nossas vidas estão piores do antes, como se a bonança destes últimos anos não tivesse existido, quase nos convencendo que estamos prontos para destruição total, irreversível. Quando tudo isto ocorreu, com foi tão bem trabalhando, manipulado? Deixamos nos aprisionar pela loucura dos boçais, dos arautos do caos, simbolizado em figuras cada vez mais idiotas e sem cérebro, mas com eficiente jogo de repetição, que induz a um consenso francamente falso da realidade”.

A manchete do Uol/Folha não trombeteia que “Dilma caiu 6%” ou no subtítulo que “Dilma está frágil”. Sejamos francos, como alguém está frágil com 60% dos votos válidos segundo os números de hoje? É canalhice ou não, o que se intenta fazer? Mais ainda, o script da pesquisa foi montado em cima deste “clima de tragédia” com perguntas direcionadas, confundido de propósito responsabilidades estaduais com federais, como a questão da segurança pública e a seca em São Paulo, ou um hipotético apagão energético. Não será fácil o embate, as armadilhas, os ataques, alguns justos, outros fabricados, a mídia e o grande Kapital não vai aceitar mais uma derrota, o país vai ferver.

Voltando ao que disse antes e tantas vezes aqui: “Nesta eleição, a Direita vai jogar ainda mais sujo, vai tentar melar o jogo democrático, pois como escrevi recentemente, a “Democracia virou um estorvo”  (A Democracia é um Estorvo para o Kapital?), um empecilho para o advento do Estado Gotham City(Crise Dois Ponto Zero – O Estado Gotham City). Mais além, o PT, mesmo tão vacilante, é o INIMIGO do projeto neoliberal e neofascista que ascende no mundo, que ressurge da crise 2.0, é a síntese do Kapital para um novo ciclo de acumulação que se abriu”.

As pesquisas são apenas uma parte da luta. Apenas por curiosidad fui ler os números que justificam os tais 6% de queda da Dilma, foram assim distribuídos, segundo o DataFalha: 1% foi para Dudu, os demais para “não sabe”(1%, 4% para nanicos), ou seja uma maneira conveniente de “derrubar” quem lidera com um truque estatístico. Outra curiosidade é que a extrema-esquerda (Randolfe- Psol) não marcou 1% na amostragem, uma tragédia, nem um reconhecimento do DataFalha, em ser  ele e seu partido, caudatário do PSDB/PSB, lucro ZERO.

Continuemos firmes, falta muito.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

2 thoughts on “DataFalha e a Insegurança dos Resultados.

  1. A tatica é usar denuncias e mais denuncias sem provas, e o interessante é que a policia federal deixa vazar a essa imprensa manipuladora, autos da investigação, como no caso da petrobras e do vice presidente da camara, se ainda se encontra sob investigação, conversas gravadas que depois em nada resultam mas o estrago está feito.

  2. Realmente não vai ser fácil, Arnóbio!

    O “mexidão” da pesquisa demonstra bem isso e não é o seu resultado, ainda que manipulado, que preocupa, mas sim a repercussão, os que “repiten como loros”, os que apanham mas pensam que batem, enfim.

    Hoje, ainda, assistindo o JN atrás de informações sobre o Zé Wilker… A edição sobre o caso André Vargas, que parece ter pisado na bola em algum grau nessa história com o doleiro, já metendo a Petrobrás no meio, aproveitando o caso Pasadena, um mistureba com a clara intenção de denegrir o governo, “a corrupção”, “os loros”…

    Não vai ser fácil…

    Abração, e vamos em frente…

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