Brasil, mesmo sem Neymar, EU ACREDITO!

Felipão e seus jogadores, a difícil tarefa de substituir Neymar (foto: MÁRIO FARACHE/ MOWA PRESS)
Felipão e seus jogadores, a difícil tarefa de substituir Neymar (foto: MÁRIO FARACHE/ MOWA PRESS)

O jovem craque, Neymar, era a maior esperança do futebol brasileiro nesta Copa, seus dribles, arrancadas e gols, principalmente, em pouco tempo o tornou peça fundamental e a responsabilidade indiscutível de ser o único “fora de série” da seleção. Muita responsabilidade para um garoto de 22 anos, por mais genial que seja, entretanto, Neymar, não se intimidou e estava comprovando na Copa todo seu valor e toda a aposta da torcida.

O terrível incidente no jogo das quartas de finais, com o colombiano, Zuñiga, sem entrar no mérito quanto à intenção ou apenas um acidente de trabalho, o fato é que Neymar ficou impossibilitado de jogar, não apenas na Copa, mas por uns dois a três meses. Este desfalque é um duro golpe na seleção, que muitos comparam à perda de Pelé, em 1962, na Copa do Chile, não posso concordar com tal tese, pois naquela seleção brasileira além do gênio Garrincha, em plena forma, havia craques como Didi, Nilton Santos, Vavá e o próprio Amarildo, que substitui o Rei. Portanto, por maior que fosse a ausência de Pelé, tinha-se ainda vários craques na seleção.

A seleção atual tinha em Neymar, seu jogador especial, aquele que decidiria qualquer jogo, por sua inventividade, suas jogadas improváveis que assombra defesas por onde ele passa. Sua saída fragiliza a seleção, não apenas do ponto de vista psicológico, mas principalmente do ponto de vista, técnico. Agora os jogadores, mais do que nunca, terão que se desdobrar e se superar, para vencer um desafio gigante. As três seleções classificadas, junto com o Brasil, têm em seus elencos craques decisivos, que podem desequilibrar um jogo complicado, por exemplo, Robben, Van Persie, na Holanda, Messi pela Argentina e Muller, na Alemanha.

Porém, devemos lembrar que times abnegados e coesos tornam-se vencedores, por exemplo, o Corinthians, de 2012, que conseguiu superar traumas históricos e venceu a Copa Libertadores, sem ter nenhum jogador especial, aliás, venceu o Santos de Neymar na semifinal e ao Boca Jr, de Riquelme, na Final. O que prevaleceu foi a consciência de suas limitações e o esforço enorme de todos. Felipão, como mestre de tantos outros técnicos, como Tite, sabe como ninguém extrair o máixmo de cada atleta. Basta recordar o Palmeiras campeão da Libertadores de 1999, o Grêmio de 1996, ou a seleção de Portugal de 2004, na Eurocopa, todos eles tinham limites e feitos de bons jogadores, mas com uma imensa entrega, que acreditavam no treinador.

Acredito que o momento é, mais do que nunca, de apoio ao treinador, que Felipão tenha a tranquilidade de decidir, os “jênios” colunistas esportivos, aqueles que JAMAIS erram e também NUNCA chutaram uma bola, deveriam ajudar, pelo menos guardando suas obviedades para depois dos jogos, não tentando provar “teses” de que Felipão deve fazer A ou B, que deve jogar com este ou aqueloutro esquema, ou jogadores. Neste instante, o silêncio colaborará muito mais, pois a decisão, o melhor conhecimento de causa é de Felipão, ganhando ou perdendo, é ele quem arrisca seu emprego e prestígio, portanto não é hora de ficar “arrotando sabedoria”, que no fundo não passa de platitudes.

Qualquer que seja a opção de Felipão, nós o apoiaremos e buscaremos entender suas razões, pois não custa pensar que do outro lado está a Alemanha, a seleção mais copeira e competitiva da história das Copas, perde em números de títulos para Brasil e Itália, mas vence amplamente em decisões e presença em fases agudas das Copas. Tem um ótimo conjunto, consistente, rodado, preparado desde de 2006, com um longo trabalho, não é qualquer seleção, portanto vencer, é apenas uma possibilidade, não uma garantia, mesmo que Neymar estive apto ao jogo.

O mais importante é Felipão usar de toda sua experiência para exigir um pouco a mais de cada um, de fazer com que eles acreditem que seja possível vencer, de que vão jogar o jogo mais incrível de suas vidas, que representam a todos nós, mas, ao mesmo tempo, que eles saibam do orgulho que temos destes guerreiros, por tudo que já fizeram, não são obrigados a mais nada, que se divirtam e nos encham de felicidade, independente do placar, como escrevi no outro post(Nunca Houve Tantos CAMPEÕES Numa Mesma Copa), há tantos CAMPEÕES nesta Copa, sejamos mais, quem sabe o maior.

Força Felipão, Força Guerreiros, EU ACREDITO!!!

#VaiBrasil

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