A Repressão no Paraná e os Heroicos 17 PMs Presos.

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A PM de Beto “Ritler” usou de toda a violência possível para atacar os professores do Paraná.

Amanheci cinza, como o tempo em São Paulo, o corpo doído e a mente pesada, não apenas pelo momento de minha vida, com a minha pequena fazendo o duro tratamento de combate à leucemia, mas também pelas imagens do massacre aos professores do Paraná. Por horas imaginei escrever sobre eles, suas dores, suas lutas e o sofrimento pelo que passaram ontem diante da “casa do povo”, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Queria falar de como eles foram recebidos ali na casa, que deveria os representar, mas que foi transformada em palco da tragédia, assistida e comemorada de dentro do Palácio do Governo. As cenas foram impressionantes, da repressão aos “perigosos” professores do Paraná, feita pela PM comandada por Beto “Ritler” e “Himmler” Francischini, os neofascistas  do PSDB que dirigem com mão de ferro o rico estado sulista, que o primeiro conseguiu falir nos seus primeiro quatro anos de governos, mas  por incrível que possa parecer, foi reeleito, no primeiro turno.

Entretanto o brilhante texto de Dimitri do Valle, Paraná em chamas, do Coletivo  Jornalistas Livres, já diz tudo e mais um pouco sobre o massacre de Curitiba. Desde a Ditadura não consigo lembrar algo tão violento como a repressão de ontem, pela dimensão, pelo tempo e pelo significado. Ali é a chave para entender a demagogia daqueles que vomitam falando da Educação como prioridade, mas tratam os mestres, os servidores como gado, como caso de polícia.

No meio desse Caos, li uma coisa fantástica, absolutamente incrível: A prisão de 17 PMs ( PMs são presos após se recusarem a participar de cerco a professores no PR, matéria do site Brasilpost, 29 de abril de 2015) que se recusaram a bater nos professores. Meu coração se encheu de esperança, de felicidade, aqueles homens( não sei de mulheres também) são meus heróis, pois resistiram a cumprir uma ordem “manifestamente ilegal”, eles lavaram a alma, pois nos dão uma ideia de dignidade, de respeito humano, mesmo sem saber suas razões.

Obviamente que foram presos e pagarão caro pela insubordinação heroica. Serão afastados, ridicularizados pelos seus comandantes e pelos seus pares, sem dúvida passarão por um “inferno” na terra, por não aceitar a ordem de um comando estúpido. Uma pensa não saber seus nomes e homenageá-los com mais louvor.

Mas para mim, os verei como homens (Mulheres?) que honraram seu povo.

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