Pelo fim da Aventura Bolsonaro-Mourão-Guedes!!!

O que havia de pior no país, se juntou a um governo desastroso que destrói o Brasil

“aos muitos males que nos ferem
agora vêm juntar-se novos!” (Édipo Rei – Sófocles)

O Brasil entrou num descompasso institucional, desde as jornadas de junho de 2013. As tais primaveras, aportaram aqui, num outono, que se tornou tenebroso, com uma rapidez e capacidade destrutiva jamais vista. É preciso recuar um pouco para tentar compreender a ruptura de uma época histórica, assim como apontar caminhos, para evitar o pior.

A economia experimentou crescimentos vigorosos constantes, especialmente entre 2005-2012, mesmo com a supercrise no centro, EUA e UE, entre 2005-2008, o Brasil não sucumbiu, porém teve sua crise de Superprodução em meados de 2010, justamente quando empregos, salários e produção estavam no auge, num pico, com a compressão do taxa de lucro, o santo gral do Kapital.

O sucesso dos governos de Lula, levaram a um terceiro mandato, com a ex-ministra-chefe, que comandou o mais audacioso plano de modernização do Estado, com grandes obras e investimentos públicos, o PAC, que levou empregos, cidadania, construção de moradias, infraestrutura em todos os cantos do país.

O Alerta do ponto de inflexão, pelo descompasso internacional, sem novos aportes, com as torneiras fechadas dos grandes bancos fomentadores mundiais. Os recursos próprios do BNDES não foram suficientes e, de certa medida, elevaram o endividamento interno, a relação PIB x Dívida Pública cresceu, com a tomada de empréstimos ou de isenções fiscais, sem que houvesse a efetiva aplicação.

O dito Capital Nacional, se mostrou, mais uma vez completamente dependente do Estado, quando recebeu socorro, não honrou com o compromisso de investir na devida proporção, ao contrário, o BNDES se tornou não só o Pronto Socorro, como também o algoz do próprio crescimento,

A agenda foi mudada, para uma nova realidade de adequação da economia, enxugamento, contingenciamento de gastos públicos.

As jornadas de junho de 2013, atendem exatamente à reversão de expectativa com o governo petista, a classe média entre em pânico, com um cenário econômico incerto, se durante o crescimento batia no peito de que era por seu mérito que enriquecera, na crise, a culpa era do governo, 11 entre 10, neste extrato social tão dinâmico carregava consigo essa funesta verdade.

O cenário mudou radicalmente, azeitado pela grande mídia com denúncias de corrupção, a escandalização e espetáculo, levou às ruas toda sorte (ou azar) de pessoas descontentes, prontas para abreviar o governo liderado pelo PT. As redes sociais cumpriram o papel de coveiros da esquerda.

Ainda que a vitória de 2014, por pontos, mas com um congresso completamente tomado por uma direita evangélica, moralista e pronto para ruptura, o certo é que Dilma não teve trégua e nem habilidade suficiente para governar um único dia, as contradições internas, a incapacidade de avaliar o que acontecia, favoreceu a que uma rápida e mortal coalizão, sem nenhum dado concreto levasse ao impeachment, jogando o PT e esquerda nas cordas.

O desastroso governo Temer teve sua vida facilitada pelo desmantelamento e apatia das ruas, o desemprego crescente, a miséria, a fome, voltaram ao cenário, com toda responsabilidade ao PT. O auge dessa hecatombe foi a prisão de Lula, num processo farsesco levado à cabo por um obscuro juiz de Curitiba, que impôs mais uma derrota à esquerda impedindo a candidatura, favorita, de Lula, que recebeu como prêmio uma futura vaga no STF, no meio tempo, viria a ser Ministro da “Justiça”, do maior beneficiado com sua ação.

O fechamento do cenário se deu com a eleição do mais ignóbil dos candidatos, aquele que reunia o que havia de pior, despreparado, envolvido, ele e filhos com setores da milícia carioca, com ideias medievais, montou-se uma máquina de mentiras tão estupidas que seria impossível de acreditar, mas se acreditou e se votou em alguém que rivaliza, para pior com General Figueiredo.

Essa aventura chegou ao Planalto sem nenhum projeto relevante, uma ideia, nada, apenas encarnou o anti-petismo, com uma pauta moralista, desqualificada. Alguns abutres do Kapital aderiram à candidatura, pois viram nesta horda insana, sem cérebro, a chance de destruir o Estado, desmontando toda e qualquer política pública, rasgando a Constituição Federal, rompendo o pacto federativo e levando país à beira do Caos.

Há sinais evidentes de barbárie no país, de descontrole da máquina letal do Estado, com a inspiração no linguajar chulo do Presidente, forças policiais, passam a agir conforme tais premissas, em poucos meses o que se constata é uma onda de desrespeito às leis, aos Direitos Humanos e garantias fundamentais.

O desmonte do Estado, com o corte de verbas e a caótica formação de um time de ministros de envergonhar, tal despreparo, com nomeação completamente estapafúrdias. Educação, Itamaraty, são exemplos mais absurdos, e figuras que poderiam ser folclóricas, como Damares e Araújo, mas são absolutamente perigosas, pois acreditam no que falam.

O Governo feito via twitter controlado pela família que todos os dias arrumam uma briga, uma confusão entre eles mesmo, colocando o país no abismo, no caos social de uma economia em  frangalhos, ninguém em sã consciência acredita mais que isso é fruto de governos passados, mas da extrema incapacidade da família Bolsonaro, de seus parceiros, de seu vice e de Guedes, que só ver a Economia na reforma da Previdência.

Simplesmente essa situação não pode e não deve mais perdurar, a liberação indiscriminada de armas, a violência que grassa, pode levar a uma guerra civil, com as milícias armadas e o crime organizando controlando cidades, está na hora do basta. O Brasil não vai suportar que esse aventureiros destruam o país que gastem milhões em viagens internacionais que mostram o ridículo que é esse governo.

As instituições precisam ser preservadas, elas não sobreviverão ao caos imposto pelos irresponsáveis que agora se apresentam como “envidados por Deus”, tenham santa paciência. Simplesmente não tem mais como seguir, é preciso abreviar o sofrimento, estancar a sangria, um governo de Unidade Nacional, que restaure à ordem, que convoque eleições e tire o país do abismo.

A urgência de uma frente ampla, democrática, da Direita à extrema-esquerda, passando pelo centro, garantido a recondução do Brasil à Democracia plena, o Estado de Direito e garantias fundamentais.

Nesse mesmo movimento, a esquerda deve conformar um Bloco, um resgate que una PT, PSOL, PC do B, PDT, PSB, PCO, para disputa política e ideológica, encontrar a agenda de desenvolvimento, crescimento, distribuição de renda, participação popular.

Há algo novo tomando as ruas, as redes sociais, é necessário estarmos preparados para o porvir, enfrentar e mudar o Brasil, antes que tudo se perca.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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