1774: Bruno Covas e o Moralismo de Ocasião.


Bruno Covas e o direito à vida.

Vejo muitos comentários nas redes sociais condenando a presença do prefeito da cidade de São Paulo no estádio do Maracanã (Rio de Janeiro),  para assistir ao jogo do seu time de coração, o Santos.

Vou contrariar a onda.

O Sr. Covas enfrenta sérios problemas de saúde, luta contra um câncer, posso imaginar as dores, as incertezas, que a cada dia se apresentam para ele, a pouca idade, o significado da vida e seus limites. Não tenho nenhuma proximidade, não votei e nem votaria no que Covas representa, a questão não se reduz à política, portanto, vejo a ida dele ao jogo sob outra ótica.

Convivi por 8 anos e meio com a luta da minha filha, sei que cada coisa importante para ela, mesmo com riscos, deveria fazer, dentro de parâmetros de segurança, mas respeitando sua autonomia. Isso pode escapar aos críticos e suas objetividades, algumas, oportunistas.

A sua presença no jogo é um sopro de vida, de prazer, de liberdade e um ato de amor à vida, que pode representar uma superação ou um alento à luta contra a doença que corajosamente enfrenta.

Muitas vezes nos falta generosidade, entendimento doa processos fundamentais da vida. Esses pequenos prazeres, pode fazer um bem danado a ele. Respeito a privacidade, se é que existe, do prefeito.

A vida é breve, sejamos humanos e tratemos as coisas como elas são.

Fazer oposição ao que representa o Sr Covas não pode turvar nossa percepção humana, de respeito à vida e às pequenas liberdades.

É isso.

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