Bolsonaro, o Ungido pela Barbárie!

Brasil do Caos: Bolsonaro tem uma Lira e Pacheco, nada mais segura.

Bolsonaro é um cara de sorte, muita sorte.

Ganhou em 2018 e ontem, 01.02.2021, assegurou seus próximos 2 anos de mais destruição. Nada de Impeachment, agora está de mãos livres para fazer o que quiser, sob seu controle a Câmara e o Senado, além de ter a maioria no STF, sem nenhuma resistência política e social, contra ainda com a Pandemia e as mortes a lhe servir de deleite (não condensado).

Sua trajetória incomum de extrema insensibilidade, de uma maldade rasa, abjeta, de ideias toscas e escatológicas, lhe deram fama, e, por uma coincidência histórica, virou o cara ideal para a idiotia que tomou conta do Brasil. Bolsonaro encarnou o “mito” do perfeito idiota que as ruas exigiam em 2013, tinha que ser alguém como ele, nada mais que ele, o antipetista “raiz”, aquele que devota ódio à esquerda e à inteligência.

O janotinha Aécio Neves, em 2014, ou anódino Geraldo Alckmin, em 2018, do PSDB  não davam match,  pois para alimentar os sentimentos sanguinários da barbárie que aquela horda canalha representava, era preciso alguém mais profundo, sem nenhum valor moral, caráter, tinha que ser o pior entre os piores.

Alguém que zomba do estupro, que devota torturadores e ditadores canalhas, que não se envergonha de ser o que é, ao mesmo tempo rir de piadas estúpidas, que conta para escumalha que o acompanha.

Bolsonaro caiu como uma luva, para aquele movimento insano. Ele, encarnou o ódio e desprezo do “homem (mulher) comum” por qualquer ato civilizatório, surdos aos apelos à razão. Em 2018, se votou pelo ódio azeitado por anos a fio pela mídia, que foi descendo pelas redes sociais e virou uma “verdade nacional”. A Grita do Corrupto venal contra a “corrupção”, seria cômico, mas é trágico.

Bolsonaro não enganou ninguém, ele sempre foi isso que alguns arrependidos tentam dizer que não sabiam quem era. Ao contrário, ele é autêntico, sua personalidade fascista, suas atitudes de desprezo à vida, ou seus  maus modos, seus atos anti-humanos, não deixam nenhuma dúvida de quem seja.

Serão mais dois anos de mais horror, com a pandemia, miséria, desemprego e cuja única saída é continuar o processo de destruição das instituições, aprofundar a desagregação social. O plano de ruptura de uma nação que aceita passivamente seu fim, numa espécie de suicídio permitido.

Bolsonaro espelha a barbárie, parece que foi talhado para ela, sua comunicação rasteira, chula, agrada e faz da função pública a piada coerente, e um raciocínio comum de que nenhum politico presta, para que intermediários, vamos logo escolher o pior.

O Nero brasileiro tem sua “Lira” para tocar enquanto Brasília pega fogo, e um “Pacheco” para o ardor patriota num jogo da seleção do Caos.

O quanto pior, melhor, venceu.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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