1993: Capitalismo e a distopia dos extremos.


Bolsonaro homenageia os soldados comunistas, heróis da grande guerra.

A cena do Bolsonaro prestando homenagem aos soldados soviéticos (comunistas), heróis da grande guerra contra os nazistas, é no mínimo inusitada, logo ele e sua fã-milícia que se declaram anticomunistas, negam o holocausto, aliás, estão até processando quem diz aquilo que eles são, a vergonha não tem fim, apresentam um PL na Câmara criminalizando quem disser que eles são defensores da “liberdade” de defender o nazismo.

De certa forma, voltamos aos debates sobre os extremos e sua relação com o Capitalismo e sua fase atual.

Esse mundo anda muito estranho, vejam só,  a Direita e Extrema-Direita, quanto mais se apresentam como ultramodernos, ultraliberais, ultrahypes, mas se parecem ultrapassados, arcaicos, cujas novidades são velhas ideias autoritárias e que justificam a exploração, a miséria, a exclusão, como falta de vontade para trabalhar ou castigo divino.

No outro extremo, há grupos pregando o abandono do capitalismo, uma espécie de fuga para construção de uma sociedade alternativa (hippies em 2021 ?), como se pudessem simplesmente negar na teoria (abstrato) o mundo real (concreto), e se negar a lutar contra o sistema? Vivendo de uma alienação própria, quase religiosa, algo que é reacionário, na essência, pois não liberta os trabalhadores do jugo do Capital.

O elemento comum, ainda que se negue, é o apego religioso como forma de libertação, quase sempre o viés é de “cristão” (ainda que a leitura sejam opostas), para negar o Sistema Capitalista, de se sentirem ou estarem fora do Sistema, ambos no fundo trabalham pela aceitação ou negação infantil, negam primordialmente a luta de classes, e a condenação ao Sistema é meramente moral, a “moeda” como pecado.

Buscar uma saída ao Capital, compreendendo sua lógica de exclusão, de extrema exploração, precarização e de infoproletários, de esmagamento das classe médias urbanas, expulsão massiva do mercado de trabalho, tendo como alternativa as novas formas de relações de trabalho, que em muito lembram uma escravidão moderna, com bilhões vivendo na miséria e nas periferias das grandes cidades, a destruição desenfreada da natureza e das condições de vida no planeta.

Ainda assim, há capitalismo, há reprodução, produção de valor, mercadoria-dinheiro-Capital, mais valor e todas as características fundamentais do sistema. O Estado (nacional ou transnacional), grande ou mínimo, é o campo da luta ideológica, ainda funciona como centralizador e expressão do Poder, mesmo que a margem de manobra seja restrita, especialmente no países centrais, no entanto ainda é importante campo de disputa na periferia.

É esse o mundo real, concreto, não temos como renunciar ou ficarmos alienados dele.

É luta, é vida.

PS: Sobre sociedade alternativo, vale assistir ao filme, Capitão Fantástico.

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