BBB e as reações nas Redes Sociais.


BBB mais do entretenimento, uma máquina de manipulação bem azeitada pela Globo.

Fiquei espantado ao ler os comentários de companheiros e companheiras de esquerda sobre o Big Brother Brasil (BBB), não pelo programa em si, pois não acompanho (voluntariamente), afinal acabamos sabendo porque o tema domina as redes sociais. Pouco importa se alguém assiste, torce, vibra com o programa, pois é entretenimento, cada um sabe do que gosta e curte, mas entrar na vibe do jogo acriticamente, complica.

A questão toma outro rumo quando se aceita o programa como parâmetro fiel da sociedade, e tentam transformar o BBB, programa de entretenimento, com alta carga de manipulação por audiência, em recorte do Brasil, ou de que participantes e expectadores, representam a consciência de um povo, ou seu grau de compreensão da realidade.

A cada paredão, de acordo com votos, significaria que estamos diante quase da escolha presidencial, por exemplo.

Parece inacreditável, mas não é, que nos deixemos levar por essas ondas, programas com alto grau de conteúdo ideológico, que buscam tirar o pior do ser humano, em nome do entretenimento, possam provocar tantas reações puramente emocionais, não precisamos ser chatos e ficar alheiros a eles.

A questão não é condenação moral, cada um assiste e se diverte como bem quiser, mas não dá pra ultrapassar esses limites, ou aceitar o “jogo” da Globo de criar um (a) brasileiro (a) de um laboratório razoavelmente canalha, longe da ética, motivado por um prêmio (nem é mais por 1.5 milhões) que é a fama de uma sociedade distópica.

De certa forma, nós que estamos nesse espectro ideológico (de Esquerda), podemos colaborar nos debates, não para nos acusarmos (condenar a quem assiste), mas para lembrarmos sempre a quem serve um BBB, como as manipulações de sentimentos, como a Globo se apropria dele e como usa o programar para captar o que passa na sociedade. A Empresa vai calibrando, ensaiando os jogadores para aquilo que ela impõe como modelo e o que recebe de imputes nas pesquisas, inclusive, na forma de segmentação de comportamentos como enfrentar a diversidade gênero e racial, por exemplo, além da conotação política, que se transformará em ação, da Globo.

Óbvio que é apenas uma contribuição para reflexão, principalmente nesse ano eleitoral, que será pesado, com as fakenews, o ambiente sujo das redes sociais, os algoritmos que manipulam corações e mentes.

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