E como quem o anélito esgotava Sobre as ondas, já salvo, inda medroso Olha o mar perigoso em que lutava (Inferno – Divina Comédia – Dante Alighieri) Por vários aspectos da vida, não apenas o tempo cronológico e a idade que chega para todos de forma inexorável, a sensação do […]

Estude o livro do rosto de Páris, Escrito pela pena da beleza. Repare na harmonia das feições, Pois cada uma embeleza a outra; E se algo fica obscuro no volume, As notas no olhar aclaram tudo. Esse livro do amor, com as folhas soltas, Pra perfeição precisa só de capa. […]

Na praça vazia Um grito, um ai Casas esquecidas Viúvas nos portais (Ponta de Areia – Milton Nascimento e Fernando Brant) Por mais que diga que Milton Nascimento é genial, é pouco, fico abobado ao ouvi-lo, sua voz sublime e única, reverbera na cabeça e não quero nunca mais de […]

“Vida, vento, vela me leva daqui” (Mucuripe) Absorto, Em viagens pelas fronteiras do cérebro, da parca inteligência, perdido no tempo e no espaço, entre acordes de velhas e imortais canções, de noss ancentrais dinossauros do rock. Dali nada encontro, nem deveria. Apenas o vento que eventualmente sopra e refresca, nessa […]

“A morte, essa justiceira cruel, é inexorável nos seus prazos” (Hamlet – Shakespeare) A maior violência da vida é a morte de um filho. O texto podia terminar na frase acima, pois tudo aqui e abaixo é mera redundância, expiação, lamúrias, algum amor e sentimento, principalmente, poesia, mesmo que machuque. […]

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“E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado” Ora, se Milton Nascimento desafia a lógica com sua voz, que tantas vezes me faz pensar que se existissem anjos, eles teriam a voz de Milton. Com Chico Buarque a complexidade é ainda maior, […]

‘Us and them And after all we’re only ordinary men Me and you God only knows it’s not what we would choose to do” (Us and Them – Richard Wright / Roger Waters) A melhor característica da humanidade é a imperfeição. É trágica a busca por algo não humano, a […]

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“Bendita a lâmina grave que fere a parede e traz As febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais” (Corsário – Aldir Blanc) A partida de um grande Bardo, como Aldir Blanc, abre uma dura reflexão sobre todos nós que teimamos em escrever, para nós é preencher […]

Haja o que houver Eu estou aqui Haja o que houver Espero por ti Volta no vento O meu amor (Haja que houver – Madredeus) Eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais, afinal ninguém sabe o que eu sofri, pois a saudade é […]

Raramente vivemos uma vida, quanto mais duas, ou as dores e prazeres de uma única, a maioria de nós muitas vezes apenas sobrevive: Quer seja por todas agruras próprias da existência e de nossas contradições, quer seja pelas mazelas impostas por condições econômicas, sociais e políticas, adversas. Mesmo os que […]

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Já vou embora Mas sei que vou voltar Amor não chora Se eu volto é pra ficar (canção da despedida – Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré) “Minha pequena Luana, Li no seu perfil do Facebook que “mudou-se para Fortaleza”. Aquilo fez cair a ficha de que realmente você foi de […]

Há pequenas coisas da vida e do cotidiano que se tornam gigantes, quando da ausência, nessa imensa falta que a Letícia me faz, principalmente pela maturidade intelectual que ela tinha atingido, os gostos bem definidos, a capacidade de pensar e discutir, temas mais complexos, tudo nos aproximava muito. Outro dia […]

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