“É um estranho repouso, este de dormir De olhos abertos; de pé, falando e mexendo-me, E dormindo, contudo” (A Tempestade – Shakespeare) As viagens de metrô e trem, sem internet, têm sido um alento, é um momento em que não tem perturbações externas, então ouço músicas velhas, enquanto faço pequenos […]

“Amanhã, e amanhã, e amanhã Arrastam-se nesse passo miúdo dia após dia Para a última sílaba do tempo narrado; A nós tolos, todos esses ontens iluminaram O caminho para o pó da morte. Apaga, apaga, lume passageiro” (Macbeth – WS) O que a vida reserva a cada um de nós? […]

“Só deixei no cais a multidão, A terra dos mortais, A confusão, Navego sem farol, sem agonia… distante;” (O Navio – Madredeus) Como exigir um mundo perfeito e cheio de luz, felicidade e alegria, se ele é composto por 99,99999% de pessoas absolutamente comuns, medíocres? Esse é mesmo número de […]