Casal 70 – Meus Pais

 

Meus Pais e nós - A felicidade completa

 

Dia 07 de Julho de 2012 foi um dos dias mais felizes de minha vida, reunimos praticamente todos os parentes mais próximos dos dois ramos da minha família. Os Lopes de minha mãe e os Rochas de meu pai. São muitos irmãos de lado a lado, como já disse anteriormente, os meus patriarcas gostavam de ter a casa cheia, muitos filhos, famílias grandes, era a felicidade deles, ver aquele vai e vem confuso de filhos e depois dos netos.

 

A missa do Tio Padre Assis Rocha foi uma linda homenagem aos meus pais, ele recordou nossos avôs, de como a família era grande, unida, feliz, festeira, carregada de emoção. O Padre lembrou que ali, do lado Rocha, já era a 7ª geração reunida, nascida na Santa Maria, daqueles homens do campo, agricultores, criadores de gado, homens de fibra, cheios de histórias, causos, que tinham enorme prazer em receber pessoas, amigos e parente, uma longa tradição de amor e vida.

 

Meus pais, agora setentões, eram os legítimos herdeiros desta herança familiar, pois voltaram à mítica fazenda, morando ali, refloresceu a vida daqueles lados, as festas, as recepções, as noites de muitos causos e histórias. Estávamos ali comemorando 70 anos de cada um deles, próximos de celebrar os 99 anos de meu avô Doca Rocha, se fosse vivo, mas que os filhos fazem questão de festejar. Do lado Lopes, Vovô Raimundo Lopes, faria 94 anos. Os dois ramos celebram a memória de ambos, ano a ano, como forma de lembrar de onde viemos, de tudo que somos.

 

Como é tradição nas missas, tio padre abre a palavra aos presentes, quase como uma assembleia, para que digamos por que estamos ali. Foi um momento de extrema emoção, todos que falaram, lembraram não apenas dos aniversariante: Pedro e Fátima, mas de cada de um de nós. Pedro Filho falou de como nos unimos no momento mais duro de minha vida, ao saber da doença da Letícia, de que se reuniram e abriram mão, todos eles de nosso patrimônio comum, em favor de mim, para que nada nos faltasse, pois aquilo era o sentindo de sermos irmãos. Depois Benedita falou da alegria de termos nossos pais ali cheio de vida e alegria, do prazer de todos estarmos reunidos.

 

Minha pequena Luana se apresentou aos familiares, dizendo que vinha de longe, que amava muito seus avôs, que os dois representavam muito para ela, que desejava viver ou passar mais tempo no Ceará para conviver com eles, chorou muito ao falar, como quase toda capela. Chegada a minha vez, sem controlar as lágrimas, apenas lembrei como era deve ter sido difícil ao papai e mamãe passar para nós as lições de nossos patriarcas, aqueles heróis que não estão mais conosco, mas verdadeiros fundadores do que somos. Disse do peso que era levar às minhas filhas a noção do que era nosso legado. Agradeci a todos as mensagens, as orações e o carinho com a Letícia, que longe, estamos presentes no coração deles.

 

Os netos também falaram, como o depoimento da Giovanna e do Pedro Juvêncio, que nos leu um belo texto que escrevera sobre o que Pedro e Fátima são para eles, suas peraltices sempre perdoadas, a forma carinhosa com que falavam e lhe ensinavam quando ele errava, momentos de risos e ternos que nos emocionou. Em nome dos dois, mamãe agradeceu aos amigos presentes, ao tio padre. O amor que sente pelo meu pai, que desde os 11 anos sabia que iria um dia casar com ele, o que aconteceu 10 anos depois, a longa vida dos dois de tanto amor, dedicação e cumplicidade. Choro Geral e aplausos.

 

Depois uma linda recepção, as mesas grandes reunindo os vários núcleos familiares, dos Lopes e dos Rochas. Nossas avós, na verdade do segundo casamento dos nossos avôs, estavam presentes, Dona Teresa, minha professora de português, com seus 80 anos, mas ali firme, feliz em nos ver. Também Dona Mariinha, com seus filhos e sua alegria, nos deixou tão satisfeito em revê-la. Minhas filhas contentes com seus primos, seus tios, tio-avõs(estavam presentes 23, com suas esposas mais 23, 46 no total). Seus avós, contentes com as duas paulistinhas. Orgulhosas ficaram em encontram suas Bisavós.

 

Luana ainda cantou e foi muito aplaudida. Assim como a talentosa Giovana e o pequeno e encantador Vinicius, foi uma noite de sonhos, muito mais do que esperava. Os 140 anos dos velhos foi um acontecimento inesquecível. Obrigado Seu Pedro e Dona Fátima, por ser meus pais, de transmitir para nós tudo o que somos, saibam que farei de tudo para que minhas filhas sigam esta bela e honrada tradição de nossas famílias.

 

Amo vocês.

 

0 thoughts on “Casal 70 – Meus Pais”

  1. Mano querido , esses momentos em família são inesquecíveis, ainda mais em uma comemoração desse tipo: celebramos a vida de nossos pais!!!140 anos, somos privilegiados , pois temos uma família unida e pais maravilhosos!!!ISSO NÃO TEM PREÇO!!!!” NOSSA FAMÍLIA É BENÇÃO DO SENHOR!! bjs sua irmã LUCIETE

  2. Foi maravilhoso e eles merecem tudo de melhor… São exemplos para todos nós… Sou muito grata por te-los por perto e mesmo q nossas ligações não sejam de sangue, nossas raízes são mais fortes…
    Amo muito todosssssssss!!!!!!!!!!! Um forte abraço Arnobio

  3. Na infância e adolescência posso dizer que tive a honra de conviver com essa acolhedora família, pra mim sempre foi além de prazeroso, uma grande oportunidade de aprender que era possível sim se viver num ambiente familiar de forma amorosa e harmônica, foi uma referência, quem me conhece sabe do que estou falando. Abraços a todos .

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