Gol de Placa de Dilma ao Adiar Ida aos EUA

Espionagem fizeram azedar as relações política Brasil-EIA
Espionagem de Obama fez azedar as relações políticas Brasil-EUA

Ontem falamos da decisão da Presidenta Dilma de adiar sua ida aos EUA em visita oficial, nos post Dilma Cancela Viagem aos EUA, agora vamos recolher as repercussões no mundo desta corajosa decisão, que nos pareceu a mais adequada ao momento, representando um duro recado aos EUA de que nem todos estão dispostos a fazer cena para seu presidente e sua fracassada política externa, de sorrisos para câmeras e facadas nas costas com elas desligadas. O escândalo de espionagem começa a cobrar seu preço.

O site político mais importante dos EUA, o “Huffington Post”, deu a seguinte manchete: “Adivinhe quem não vem para jantar”. Exceto o Washington Post, que preferiu reduzir o problema e dizer que a  recusa de Dilma se deu por questão eleitoral, segundo o jornal “O cancelamento da viagem de Dilma a Washington é visto como politicamente conveniente, em parte porque a tecnocrata de 65 anos enfrenta uma campanha de reeleição difícil no próximo ano. A atitude renderá dividendos em uma região em que houve irritação quando os documentos foram tornados públicos”. O que será, não por coincidência, o discurso oficial da perdida oposição local. Os demais jornais tanto dos EUA, quanto da Europa, preferiram olhar a questão com mais valor político global.

No The New York Times, a razão apresentada é que Dilma “ficou irritada com as revelações da espionagem nas últimas semanas”. O que a levou ao adiamento, por não obter nenhuma resposta positiva ou desculpas formais do Governo Obama, muito menos garantias de que tais ações não mais acontecerão.  O inglês, The Guardian, jornal que publicou com exclusividade o escândalo Snowden, de que Dilma esnobou Obama. “A presidente brasileira Dilma Rousseff esnobou Barack Obama nesta terça-feira ao adiar uma visita oficial a Washington. A atitude ocorreu em protesto contra as atividades de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA”.

No El País, o correspondente no Rio de Janeiro, Juan Arias, disse que “Dilma marcou um gol para o Brasil“, pois “a afronta a Obama reforça Dilma dentro e fora do País”.  E complementa dizendo que “Dilma Rousseff foi inteligente em seu propósito original, porque o primeiro passo, marcou o primeiro gol e ainda pego de surpresa que Washington não poderia esperar uma reação tão forte e nítida”. Em geral, no mundo, a atitude foi vista como firme e adequada, reforçando a imagem de que o Brasil não é mais uma colônia dos EUA, um quintal, não se deixou submeter diante da afronta da espionagem.

Interessante colher a repercussão local, a mídia e seus “especialistas” estão em pavorosa, contumaz voz quando se trata de assuntos externos, Rubens Ricupero disse na Rádio Bandeirantes de que é “normal os EUA espionarem para saber as relações do Brasil com países como Bolívia, Venezuela, estes governos são visto com desconfianças, então precisam saber sobre o que o Brasil pensa e como se relaciona com ele para  tomarem as decisões estratégicas, portanto, dependem destas escutas”, ou seja, eles podem e devem fazer, nesta justificativa estúpida.

No Estadão de hoje traz uma série de “especialistas” prontos para defenderem… os EUA, claro, além de ouvir a oposição, chega a ser risível:  Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor de Ciência Política da FGV, argumenta, no entanto, que não há dúvidas de que Dilma tomou a decisão para agradar a opinião pública. “Ela jogou para a plateia e deixou de lado as questões de Estado. Enfrentar o ‘gigante’, o ‘Império’, tem lá o seu charme.” O professor Carlos Pereira, também da FGV, argumenta no mesmo sentido: “É possível reconhecer que Dilma tinha motivos para dizer não a Barack Obama. É possível até compreender esses motivos, porém eles têm uma conotação caseira. Nos aproximamos de um ano eleitoral, em que Dilma é candidata à reeleição, e a espionagem da agência dos Estados Unidos à presidente e à Petrobrás deixou a opinião pública chocada.”

“Importante observar que a reunião decisiva para a presidente não ocorreu com o ministro das Relações Exteriores, mas com a equipe de assessores de marketing”, criticou o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “Seria mais adequado que a presidente Dilma aproveitasse a viagem para enfrentar essa questão (da espionagem) e defender os interesses da economia nacional e das empresas brasileiras. Mas ela preferiu o marketing, mais uma vez”, argumentou o tucano, que é pré-candidato à sucessão presidencial.

Já o líder do DEM na Casa, Ronaldo Caiado (GO), disse que faltou a Dilma um “comportamento de estadista” e que sua reação manifestou uma posição “estritamente ideológica”. “O Brasil deve exigir reparação e penalização de quem cometeu espionagem, mas não cabe à presidente adotar um comportamento ideológico”, condenou o líder em seu perfil no Twitter. Caiado lembra que o governo brasileiro agiu de maneira distinta com os vizinhos alinhados politicamente. “O País já conviveu com situações como a da Bolívia, quando Evo Morales saqueou refinarias brasileiras e o governo não tomou qualquer atitude”, afirmou.

O que se conclui é que lá fora, somos melhores analisados do que internamente, ou os interlocutores dos jornais seguem apenas a ladainha dos donos deles, que fazem oposição ao governo e ao Brasil, para eles é uma temeridade afrontar os EUA, mesmo quando este violou a confiança e o respeito ao país, tudo se justifica para o outro lado, jamais para o lado brasileiro, é vergonhoso.

Sigamos, Dilma agiu com propriedade, este é o desespero geral da mídia e da oposição, o Brasil é bem maior do que eles.

6 thoughts on “Gol de Placa de Dilma ao Adiar Ida aos EUA”

  1. Esses imundos vira-latas que cheiram o rabo do Obama que se recolham à subserviência da qual nunca sairão….Joguemos suas opiniões na lata de lixo, pra quê nos serve? Se não para nos queimar de raiva por dentro! O que seria do país fossem sempre os mesmos a comandar os nossos destinos…..

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