A dupla Vitória do Brasil na OMC, a dupla Derrota da Mídia

 

O inédito acordo na OMC, uma vitória de Azêvedo e do Brasil : Foto de Edgar Su/Reuters
O inédito acordo na OMC, uma vitória de Azêvedo e do Brasil : Foto de Edgar Su/Reuters

 

Em maio de 2013 escrevi um texto(Vitória do Brasil na OMC, Derrota da Mídia Local )em que apontava mais uma vez o ódio da mídia brasileira à política externa do Brasil, naquele momento o país tinha apresentado a candidatura do Embaixador Roberto Azêvedo, dias antes os jornais chegaram a divulgar que ele perderia fácil a eleição pois a UE apoiaria a  candidatura do mexicano ultraliberal Hermínio Blanco, formado em Chicago, a escola dos neoliberais. No dia da votação a mídia excitada criticava o governo brasileiro, pois dava como certa a derrota, todos sabemos que Roberto Azêvedo, venceu.

Assim dizia Eu, sobre os embates contra a mídia naqueles dias: “Alertei ontem que a mídia brasileira não se conformaria com a vitória do Brasil na OMC, com a eleição do Embaixador Roberto Azêvedo e cargo mais importante do órgão, que somado ao cargo na FAO, mostra um novo caminho da diplomacia brasileira no mundo, reforçando uma virada nas relações mundiais, em particular com o advento da Crise 2.0, em que as velhas potências balançaram, abrindo espaço para novos atores como os BRICS, o Brasil em especial, tem aproveitando bem este novo momento”. 

“Nem deu um dia e começaram a destilar seus ódios. Mas é preciso lembrar que um dia antes da eleição os jornalões brasileiros  comemoraram a notícia de que UE ter decidido pelo voto em Herminio Blanco, mexicano, lançado pelos EUA, afinal ele é um graduado mestre da escola de Chicago, bem em linha com os interesses de Washington, coincidindo com os da mídia tapuia. Aqui não conseguem entender, ou melhor, aceitar as mudanças mundiais e o protagonismo do Brasil, desde o início do Governo Lula”.

 No dia seguinte da vitória vários artigos tratando como uma “quase derrota” ou insinuando que o Brasil havia “comprado o cargo”, mas a mídia permanecia no ataque de que a política externa dos governos do PT era um fracasso, pois não adiantavam as vitórias obtidas pela chancelaria brasileira pois “a tese é de que fazer comércio com outros países, que não os EUA ou UE é isolamento. Chegamos aos raios do ridículo, uma tese insustentável, pois encerra duas graves mentiras, ou contradições:

  1. Que a Brasil faz política externa é “insular”, ora, meus ateus, como se faz política isolacionista e se vence na OMC e FAO?
  2. Mesmo importante esta vitória não pode ser usada por Dilma ou governo petista para legitimar a política insular do Brasil, então não se deve comemorar, ou melhor, devemos nos envergonhar de vencer;

Foi vitória maiúscula destes 10 anos de Governo Petista e Derrota vexatória para mídia estúpida nacional, esta que é a verdade. Então como não de pode contestar, tratemos de relevar a importância, ou a menosprezar afirmando que outros objetivos não foram alcançados, como faz o repórter da Folha no final da matéria sobre a eleição, dizendo que ”O Maior Objetivo do país na política externa continua inalcançado: a conquista da vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU”. 

Mas a questão não parou aí, claro, Roberto Azêvedo, continuo sendo alvo das maledicências de sempre, o auge foi o artigo de Demetrio Magnoli, que apostou tudo de que jamais sairia um acordo na OMC e escreveu antes do resultado final, um primor de burrice e estupidez, que agora será motivo de gozação eterna. Segundo Magnoli, em sua coluna na Folha, a OMC seria reduzida à condição de “ente vestigial, um tribunal de contenciosos comerciais”. E continua na onda negativa: “O fracasso atinge em cheio o Brasil, evidenciando uma sequência de erros de política externa causados pela subordinação do interesse nacional ao imperativo da ideologia”, escreveu Magnoli, acrescentando que “não faltaram alertas” (Brasil247.com  08/12/2013).

A Folha saiu no sábado pela manhã com estas pérolas, ainda segundo o Brasil247 , ‘Magnoli conclui sua análise trágica sobre o cenário que não se concretizou falando sobre “o mito da Ilha-Brasil”. Segundo ele, o Império do Brasil, invocando as aventuras dos bandeirantes, “sustentou a ideia de que o território nacional constitui uma “ilha” na América do Sul, delimitada por fronteiras naturais que estariam apoiadas no traçado das redes hidrográficas”. Hoje, finaliza o colunista, a noção da Ilha-Continente ressurge na forma de uma muralha anacrônica que nos isola dos fluxos da globalização”.

Os “especialistas” da GloboNews , por mera coincidência todos tucanos aposentados do Itamaraty que vivem apenas para atacar a chancelaria brasileira. Eles apostavam no fracasso da rodada de Bali e com um sorrisinho no canto da boca comemoravam o “fracasso da diplomacia brasileira”. No fundo, todos eles, falam que a diplomacia abandonou a “política” e virou “ideologia”, o que concluo é que, na verdade, estes analistas falam no espelho, aquilo que eles repetem é que é a “Ideologia”, a neoliberal, que por acaso foi derrotada no mundo inteiro, mas que no Brasil parece zumbis, continuam vivos no seio da grande mídia, mesmo que na vida real ela não mais tenha poder.

Todos os desejos da mídia, sua IDEOLOGIA neoliberal, derrotada no mundo, mas aqui não dão trégua, então a saída é “torturar a realidade”, distorcer, mentir para achar alguma sobrevivência. Que o governo ignore solenemente os “alertas” de tipos como Magnoli, Rubens Barbosa, Waack e tantos tolos de plantão. Vamos em frente, parabéns ao Embaixador Azêvedo, o Brasil está no caminho certo, por isto eles esperneiam tanto.

2 thoughts on “A dupla Vitória do Brasil na OMC, a dupla Derrota da Mídia”

  1. O G1 nem tratou tão mal a notícia, meu coração até deu uma pequena parada quando li… Vitória estrondosa, e só 3 meses depois da posse dele!!!
    É mesmo trágico termos uma mídia assim, empurrando pra trás e para baixo…
    Sinceramente, às vezes não sei como o país suporta este peso nas costas.

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