Brasil: Rumo à Guerra Civil?

O ódio como método político, impedir qualquer diálogo.

Dia a dia, Bolsonaro desafia qualquer lógica comum, o mínimo bom senso diante de uma situação de calamidade publica. A saída para “visitas” às cidades satélites de Brasília, 29.03, além de desobedecer diretriz do próprio governo, é uma forma de desmoralizar qualquer medida razoável que saía desse conjunto de irresponsáveis que chegou a governo, da forma como chegou.

Ainda mais surreal foi a coletiva após o passeio,Bolsonaro, cuspiu (literalmente) na cara do Brasil. Repetiu jargões como:”É crime querer trabalhar?” “Estão propondo gastar seu dinheiro, depois você vai pagar a conta”. “O vírus está aí, temos que enfrentar como Homens, pô! Não com moleques”. “Temos que poupar vidas, mas todos um dia vai morrer”. “Tem que trabalhar, a geladeira está vazia”. Por fim, “tem mulher apanhando em casa”.

Bolsonaro entra em confronto com qualquer pessoa que possa representar um risco ao seu projeto pessoal de poder sem contestação; Ele é um inepto, ambicioso, sem escrúpulos, compromisso só com a sua família. Zero empatia social.

No fundo, essa crise acaba tornando nu o caráter de Bolsonaro, não tem biombo, nenhum apelo “tudo menos o PT?”, ou qualquer outra bobagem que mascarasse quem é o presidente. É fato que ele nunca fez nada na vida, viveu de palhaçadas e declarações estúpidas, ofensivas e defendendo a escória, como torturados e ditadores canalhas, a presidência caiu no colo.

É fato que o Brasil ainda não entrou em colapso total com essa pandemia, a economia já estava muito mal, porque os governadores, de todos os espectros ideológicos agiram com firmeza e compreenderam o momento, não vacilaram e nem se submeteram às medidas e as falas estapafúrdias, desse boçal e seu grupinho de neofascistas seguidores de um lunático astrólogo.

Todos os países decidem radicalizar as medidas de combate ao Coronavírus, por exemplo, nos EUA, terça, 24.03,Trump falou para acabar o isolamento no início de abril. Porém, ontem, 29.03, com 140 mil casos, quase 2.500 mortos, mudou de posição e pede isolamento até 30 de abril, pois é só o começo, disse mais, se morrerem 100 mil a 200 mil pessoas, nos EUA, é quase um milagre.

Na esteira dessa primeira declaração de Trump, ana quarta, 25.03, Bolsonaro e seus filhos passaram a atacar a quarentena. A saída às ruas de Bolsonaro é a prova de que ele não tem nenhum receio de que as pessoas morram, e irresponsavelmente ele e seus filhos, tocaram liras, na Ode ao Caos.

Bolsonaro ameaçou de que fará decreto para derrubar todas as medidas de isolamento tomadas por governadores e prefeitos. O que propõe? Uma ruptura do pacto federativo, incentiva carreatas contra os prefeitos e os governadores que agem com responsabilidade? Seus apoiadores passam a ameaçar quem discorda dele, o clima é de uma busca, no limite, uma Guerra Civil.

Querem um governo autoritário, Rei Lear e seus filhos numéricos, com os aliados milicianos e parte das forças armadas? Aproveitando dessa calamidade para golpear o país?

É hora da reação, STF e Congresso Nacional têm que salvar a República, Bolsonaro não vai renunciar, não recuará desse projeto cego e autoritário, as instituições estão em riscos. Por que o silêncio? As denúncias aos organismos internacionais são importantes, mas insuficientes, não vão parar o genocídio.

É lutar imediatamente, antes que não tenha mais saída, senão a Guerra Civil.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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