Arnobio Rocha Crise 2.0 Meu Pai – A Velhice Como Castigo!

Meu Pai – A Velhice Como Castigo!


Meu Pai, com os extraordinários, Anthony Hopkins e Olivia Colman.

Meu Pai (The Father), no canal Netflix é daqueles filmes imperdíveis, quase que obrigatórios, que não se pode escapar, necessário, entre outras coisas por Anthony Hopkins, um grande, não, gigante, um ator que vale ver sempre, no seu outono, capaz de atuações extraordinárias, como essa, um colosso, é quase impossível não se emocionar com sua performance.

Meu Pai é urgente e necessário porque trata sobre a velhice sem romantismo, sem ser piegas, mas com suas mazelas, doenças, abandonos e dores, especialmente numa sociedade em que o valor está na capacidade produtiva, o seu verdadeiro valor, o de mercado.

A vida vai se restringindo para velhice, são culpados pela déficit da Previdência, pelos déficit fiscal, por todas as mazelas do Estado, como se eles não tivessem construído a riqueza do presente, não obstante, são vistos como estorvo, do ponto de vista público, mais inda como problema, no âmbito privado, não importa se na Inglaterra, no Japão ou no Brasil.

A velhice é tida como pária social, os gastos em saúde, nos hospitais, em remédios.

A questão central do filme é a doença, a senilidade, como ela se apresenta com os olhos e com o magnetismo do personagem, seus sentimentos, suas agruras, sua compreensão (reduzida) da realidade e as dúvidas sobre si mesmo, quem ele é, ou o que se tornou.

Anthony Hopkins e Olivia Colman são brilhantes e incorporam com profundidade o drama, excelente direção de Florian Zeller.

É para refletir, chorar e sentir.

 Save as PDF

Deixe uma resposta

Related Post