Dilma II – O Novo Governo e seus Desafios.

 

O discurso da vitória de Dilma ( foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O discurso da vitória de Dilma ( foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

A reeleição de Dilma, já virou passado, começamos o momento da montagem de um novo governo e sem dúvida de fazer as devidas e necessárias mudanças estruturais na composição ministerial. A hora é de fazer uma limpa geral, reorganizar os ministérios e principalmente afastar os ministros mais ineficientes, que pouco ou nada contribuíram neste primeiro mandato. O segundo mandato é uma grande oportunidade de fazer um ótimo mandato, portanto deve começar com a definição dos ministros chaves como o da Fazenda, Justiça, Educação e Saúde.

O governo Dilma deve ampliar nos acordos internacionais com os BRICS e com o MERCOSUL e voltar a uma ofensiva decisiva com os EUA e UE, com outro patamar de relações, sem submeter a eles, mas sem se recusar a assinar novos acordos que possam ajudar o Brasil a voltar ao crescimento econômico, que mantenha a dinâmica do emprego e renda, que mesmo na atual paralisação da economia, se mantiveram como âncora do país. Neste aspecto a vitória de Dilma facilita o caminho da política externa, agora com mais ajustes e atenção ao cenário externo.

A composição fragmentada do novo congresso, com maior peso de bancadas temáticas (evangélica, ruralista, bala), ainda mais conservador, será um fator constate de negociações diárias, com maior prejuízo para uma reforma política ampla ou reforma tributária, por exemplo. O governo terá que ser plural e com mais peso dos partidos e grupos de apoio (inclusive os mais à esquerda) ao segundo mandato, trazendo para cena figuras de maior relevo que qualifique o debate político e dê dinâmica à administração pública, em especial a Economia.

As feridas abertas desde de junho de 2013, em particular, precisam ser curadas, em grande medida faltou iniciativa política do governo, até em então os bons números da economia servia como amortecedor de revoltas e ódios muito bem trabalhados nestes 12 anos quer seja pela exploração de mídia, quer seja pelos enormes erros cometidos nestes anos, como a governabilidade a todo custo, que tantos problemas causaram com seguidos escândalos e sustentando alianças com velhas oligarquias, que não contribuí para imagem do governo, menos ainda do PT. Mais do que nunca a Reforma Política é o centro do debate, que possa trazer os novos atores ao palco político principal, que o governo efetivamente incorpore a participação deles no dia a dia do país.

As relações do governo com a mídia tem que mudar as respostas mais efetivas e diretas às manipulações e calúnias não devem ficar no vazio, respeitando a liberdade de expressão e de informações, mas não confundindo estes direitos com a prática de mentiras e destruição de reputações sem provas, apenas baseado no desejo midiático de ser oposição. A democratização da comunicação passa pelas regras claras de convivência e respeito à democracia, não dá mais para ter mais 4 anos de bater sem resposta, sem informar, apenas ser contra qualquer iniciativa ou programa do governo, como a verdadeira Oposição, mas se passando como “independente”.

São grandes os desafios de Dilma e do Brasil, mas o importante é se ter certeza de que a democracia está consolidada, não se permitindo qualquer aventura golpista ou bobagens separatistas, o país é um só e único, as várias regiões, cidades e diferenças devem ser incorporadas e estar representada no congresso e no governo. A prioridade continuará sendo a Educação e Saúde, atenção aos direitos sociais e combate as desigualdades regionais, maior relevo à diversidade sexual e racial.

A vitória de Dilma foi espetacular, pois contrariou todos os prognósticos pessimistas, mas agora é hora de recomeçar e olhar para frente.

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