Japão: O que é Imperdível? Vol. II

Dōtonbori, no coração de Osaka. Glico o famoso corredor.

Vamos em frente nas memórias sobre nossa segunda viagem ao Japão, uma espécie de Crônicas do Japão“, volume II, 20 anos depois.  Aqui já foram publicados, nessa nova fase os textos:Japão: A Viagem em Números e Japão: Hotel, Transporte e Internet , Japão: Café, Comida, lanches., Japão: O que é Imperdível? Vol. I

Esta segunda viagem, com tanto tempo de distância, exige uma atualização sobre sentimentos e visões sobre o Japão, que compartilho aqui e serve como um diário informal para futuras consultas e refrescar a memória. Refletir o que vivi e o que causou em mim está em cada um lugar, cada cheiro e cada sabor. Os olhos atentos e a mente aberta.

No terceiro dia de viagem, acordamos cedo, tomamos café, seguimos para estação com as malas rumo à Tokyo Station, a gigante e bela estação central da cidade. Pegamos o Shinkansen, modalidade Hikari, o intermediário, não para tanto quanto o Kodama, mas também não tão rápido quanto o Nozomi. Veloz, confortável, limpo e pontual, são as principais características desse sistema de trens que liga o Japão de norte ao sul, passando nas principais cidades.

Saímos de Tóquio no Hikari das 8:30, um dia lindo com sol e frio, excelente para ver a paisagem na viagem rumo a Osaka. Passamos por Yokohama, pelas praias de Kanagawa, Odawara, Atami, chegando a Hakone, próximo ao Fuji-san, até a moderna Nagoya. A paisagem vai mudando de cidade a cidade, quase um outro país.

A região portuária de Osaka e Kobe é a principal zona de importação e exportação do Japão, daí a força e a riqueza dessas cidades. Osaka foi capital do país na gloriosa época dos samurais, o Castelo da cidade reflete a força de uma época perdida no tempo. É uma enorme cidade, mas sem ser sufocante como Tóquio, algo como se ela fosse Rio de Janeiro e Tóquio, São Paulo.

O gigantesco aquário da cidade (Osaka Aquarium Kaiyukan) é uma construção belíssima, oito andares com uma riqueza de peixes, pequenos e enormes (baleias e tubarões) com raras espécies de arraias e crustáceos. Muito organizado e com belos espetáculos de golfinhos, focas e de pinguins. Ao lado do aquário tem a Roda Gigante mirante, que vale a visão de toda a cidade, do porto e de Kobe.

As ruas largas e movimentadas de Osaka cortada por canais como uma Veneza, tem seu ponto máximo no antigo e frenético bairro, Dōtonbori, com suas ruelas, suas pontes sobre o canal, as lojas e restaurantes, o fervilhar de pessoas e turistas, principalmente chineses, que se avolumam em frente ao painel luminoso do Glico, o famoso corredor.

Dōtonbori concentra os tradicionais restaurantes com as comidas típicas da cidade, dos lamens de rua, do enorme teatro de comédias e costumes, acreditem, as sessões são de tarde. São várias ruas com cobertura para proteção contra o frio, neve e chuva.

Osaka também tem quase uma cidade subterrânea, as imensas galerias dentro das estações de trem e metrôs, com muitas lojas, cafés, restaurantes, conveniências, que você se perde facilmente, pois as indicações de entradas e saídas não são tão exatas. Aqueles enormes labirintos dão um ar de mistério a essa importante cidade do país, com costumes, comida, sotaque e expressões próprias.

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