O Caminho do Genocídio pelo Imbrochável

O linguajar chulo é mero detalhe nessa tragédia sem precedente no Brasil

O Brasil enfrenta a realidade mais dramática do mundo no combate à Pandemia do Covid-19.

Um ano depois os números são absolutamente estarrecedores, houve 200 mil mortes, em 10 meses desde a primeira morte, no entanto, nos últimos 45 dias, houve uma explosão de mortes com mais de 53 mil óbitos, em vários estados da federação, os hospitais públicos e privados estão com 100% de ocupação de UTIs e filas de esperas enormes, escolhe-se quem vai morrer ou lutar pela sobrevivência.

Completamente alheio ao que acontece, Bolsonaro/Guedes e seus milicos-ministros, vivem num mundo paralelo cruel, como se nada acontecesse em volta, um desprezo pela vida, pelo país, preocupados com os processos dos filhos do presidente, ou como boicotar as iniciativas dos governos estaduais e prefeitos, estas cada vez mais tímidas, pela pressão dos empresários, que chantageiam a população com desemprego.

A situação surreal do Brasil criada por Bolsonaro só é comparada aos governos assassinos de ditadores brutais, como Papa Doc e outros, que simplesmente ignoram doenças graves e enxergam na morte em massa algo natural, “pois todos vão morrer um dia”, e que ele (Bolsonaro) não é coveiro.

A coleção de frases de Bolsonaro que afrontam a dor e o pesar das famílias não para de crescer, da gripezinha, ou de que não somos homens, mas covardes, passando por pérolas de que a culpa é dos governos estaduais que não ministravam a cloroquina, outra como uso de  máscaras é prejudicial à saúde, até chegar ao formulação de que ele é “Imbrochável”, em meio a mais uma aglomeração em Fortaleza, que ele provocou.

O linguajar chulo é mero detalhe no meio dessa tragédia sem precedente no Brasil.

Ainda não satisfeito de propagar toda sorte de desinformação, Bolsonaro usa e abusa da ameaça aos demais poderes e de ruptura do pacto federativo, dia 26.02.2021, ameaçou aos governadores e prefeitos que decretarem lockdown, de não repassar recurso do futuro auxílio emergencial. O desastre se completa com o destruição do patrimônio público e de empresas estratégicas como a Petrobrás;

As várias vacinas desenvolvidas durante 2020 deram enorme esperanças ao mundo, aqui no Brasil, o general de logística, feito ministro da saúde, tratou de ignorar as propostas de futuras compras, o que levou o Brasil ao estado de calamidade pública. No meio do aparente desespero, aproveitam para fazer compras suspeitas com vacinas não homologadas e a preço superior às demais.

Esse é o retrato de um governo que leva o Brasil ao genocídio da população pobre, preta e periférica, como também não tem nenhum compromisso com as classes médias rurais e urbanas, é sustentado apenas pelos abutres do grande capital e sua burocracia do judiciário e midiática.

A mesma velha pergunta: Até quando?

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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