À sombra de junho de 2013


O vendaval das sombras de junho de 2013.

Há vários processos simultâneos acontecendo na sociedade, alguns deles parecem que são movimentos invisíveis, silenciosos, que quando explodem ninguém consegue explicar, nem mesmo entender o que aconteceu ou quais as mudanças que provocam em toda a sociedade.

Mesmo os movimentos pequenos, subterrâneos, e eles acabam saindo daquele esconderijo secreto e tomam conta do debate. Muitas vezes a militância formal, perde a capacidade de perceber o que acontece por fora dela, sem o seu controle ou mesmo exerce alguma influência sobre novos movimentos e forma de organizações alternativas.

Nesse sentido, todos os movimentos surgidos antes de 2013, independente da matiz política, foram seguidamente ignorados ou vistos como sem nenhuma importância. A arrogância típica de quem está no “poder”, toda a sedução e vícios do Estado Burguês, isso cria uma “cegueira” e a perda do desconfiômetro do que passa fora do meio vivido.

O ambiente de ódio nas redes sociais (ainda incipientes), que começavam ganhar força no mundo, com os filtros ideológicos através de algoritmos que favoreciam todos esses grupos “antissistema” (tanto à Esquerda de Esquerda ou à Direita da Direita) contra os movimentos de esquerda tradicional, como também contra a Política e a Democracia.

É claro que faltou percepção e humildade para tratar com o “desconhecido”, pegos no contrapé, a Esquerda bateu cabeça por anos para caracterizar o que a tinha atropelado, primeiro à esquerda, depois à direita.

E política não tem vácuo, agora, 9 anos depois do vendaval de junho de 2013 e suas consequências, um novo ajuste, uma possibilidade de voltar ao governo central, espera-se que haja mais cuidado, percepção e atenção às demandas que foram ignoradas ou subestimadas.

Os excessos cometidos pela extrema-direita e do seu ultraliberalismo, a farra dos anos 10, parece que estão chegando ao seu fim, uma era incerta, de composições esdrúxulas para enfrentar o neofascismo, é o que se tem para o momento ou apenas mais uma adaptação?

O que é certo que não houve construção alternativa (à esquerda) em quase nenhum país, muito menos no Brasil.

 Save as PDF

Deixe uma resposta

Related Post

Um Novo Livro?Um Novo Livro?

Share this on WhatsApp“Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário. Não seria demasiado insistir sobre essa ideia em uma época, onde o entusiasmo pelas formas mais limitadas da ação prática

%d blogueiros gostam disto: