Luminosa Consciência Humana


Luminoso sol de ideias e reflexões, da vida e arte

“A flor brilhava intensa e maravilhosamente, e provocava admiração
De quantos, então, a viram: deuses imortais e homens mortais”
(Hino Homérico a Deméter)

Durante essa pandemia, uma das maiores tragédias da humanidade em tempo de paz, é uma oportunidade de Reflexões, que a roda viva a que estávamos acostumados, não permitia.

É fundamental que em cada coisa que se faça na vida, que haja a certeza de deixamos nossa marca, de que seja um sinal inequívoco do que somos, para o que viemos. Qual o nosso metron, ao que nos propomos ser e realizar?

Primeiro, nem perca seu tempo achando que é preciso grandes feitos, trabalhos heroicos,  memoráveis como os de Héracles, nada disso, pois os pequenos e invisíveis trabalhos são  medida do que somos, neles nos tornamos gigantes por ter conseguido fazer.

Quando olhamos em retrospectiva nossas vidas, longa ou breve, percebemos o quanto efetivamente fizemos por nós, pelos nossos e pela humanidade.

A Reflexão, como nos ensina Junito de Souza Brandão vem de “Reflectere, de re, “novamente” e flectere, “curvar-se”, significa etimologicamente, “voltar para trás”, donde reflexus, “re-flexo”, retorno, e reflexio, -önis, “inclinação para trás”.

De alguma forma viver é ter algo de especial.

O ser humano tem em si algo especial que o torna consciente e senhor do seu tempo e lugar, que vai de um estadista ao cidadão comum de qualquer periferia, ou do campo.

Para Jung, “O termo reflexão não deve ser entendido como simples ato de pensar, mas como uma atitude. A reflexão é uma atitude de prudência da liberdade humana, face às necessidades das leis da natureza. Como bem o indica a palavra ‘reflexio’, isto é, ‘inclinação para trás’, a reflexão é um ato espiritual de sentido contrário ao desenvolvimento natural; isto é, um deter-se, procurar lembrar-se do que foi visto, colocar-se em relação a um confronto com aquilo que acaba de ser presenciado. A reflexão, por conseguinte, deve ser entendida como uma tomada de consciência“.

Compreender a nossa importância na sociedade, de cada um, individualmente e coletivamente, é o maior ato consciente que o ser humano tem e que, decorrente disso, passa a querer mudar o meio em que vive, ser sujeito de direito e de suas obrigações por uma vida melhor e mais justa.

Neste mesmo sentido, essa consciência lhe permite desenvolver toda as suas potencialidades, especialmente no campo da criatividade, das descobertas, nos dons artísticos e culturais, das pequenas e grandes obras criadas pela humanidade.

Sigamos, ou não!!!

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Share this on WhatsApp“Trais pra mim vãs brividade Qui eu quero matá a sôdade Fais tempo qui fui na fêra Ai sôdade…” (O pedido – Elomar) A densa névoa abraçou

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